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Encenação da Paixão de Cristo envolve 160 pessoas

Publicada dia 09/04/2019 às 09:46:28

Arquivo Pessoal

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Este ano acontece a 23ª Encenação da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo em Santa Cruz do Rio Pardo. O tradicional evento da cidade acontece no dia 19 de abril, Sexta-feira Santa, a partir das 20h30, na antiga Estação Ferroviária, no Bairro da Estação. Uma das organizadoras, Juliana Mesquita, revela que os preparativos para esta edição tiveram início em dezembro de 2018. “Tem todo o processo de elaboração de figurinos que devem ser modificados, cenários, mudanças de atores, entre outras coisas”, conta.

Juliana faz parte da encenação há 11 anos, e pelo quarto ano está a frente como coordenadora geral. Além dela, também estão na coordenação Laura Silva e Patrícia de Paula. “Entre atores de todos os núcleos, e as pessoas que auxiliam nos bastidores dá uma média de 140 a 160 pessoas envolvidas, às vezes até mais”, revela.

Juliana explica que a Encenação se mantém através de eventos e vendas de alimentos que são realizados de um ano para o outro, assim como a ajuda da Prefeitura Municipal, através de diversas secretarias, principalmente a da Cultura, patrocinadores e doações diretas. “Ainda estamos fechando parcerias, ainda tem tempo para empresas e pessoas físicas participarem”, diz.

Este ano Juliana revela que haverá algumas novidades. Além do espaço reduzido na estação com mudança de cenários e alguns atores, haverá também a parceria com a Pastoral do Surdo. “Com isso, durante a transmissão no telão haverá um tradutor de libras e alguns atores também são surdos. Sempre foi um sonho a inclusão, mas por conta do terreno isso nos limitava, e esse ano estamos dando o primeiro passo. Esperamos ser o primeiro de muitos”, revela.

Juliana conta que a Encenação começa com um ato a parte da história dos últimos dias de Jesus. “Sempre tentamos trazer a Campanha da Fraternidade do ano, ou algo que esteja ligado diretamente a uma questão social. Em seguida damos início aos últimos dias da vida de Cristo, desde a Santa Ceia, até a Ressurreição, tão esperada por muitos”, relata.

A coordenadora revela ser uma satisfação indescritível a participação na encenação. “Acredito que, pessoalmente, é uma grande realização humana que se renova a cada ano. Tenho aprendido muito com todos os participantes, e cada um traz uma lição de vida diferente. É uma renovação de fé. Já fui povo, anjo, Maria Madalena, Maria mãe de Jesus e acredito que um dos papéis mais difíceis foi interpretar uma das faces do Demônio na tentação do deserto. Foi difícil e assustador”, conta.

Ela afirma que é uma grande responsabilidade reviver a história de Cristo e levar isso a um público tão grande. “É preciso, além de coragem e determinação, muita fé. Impossível não se emocionar, partindo do princípio religioso, com os últimos dias de Jesus. É, sem sombra de dúvidas, muito amor envolvido”, conclui.

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