Doenças neurológicas e urológicas podem causar incontinência urinária
Mayrilaine Garcia

Incontinência urinária é a perda involuntária da urina, portanto, é um problema que pode comprometer drasticamente a qualidade de vida de uma pessoa. Apesar de acontecer em maior incidência em mulheres, os homens também precisam se alertar, isso porque, segundo o médico urologista Jonas Javanolli Filho, um dos motivos, envolvem problemas com a próstata. “Há dois fatores influentes à incontinência urinária, que são as doenças neurológicas e os problemas urológicos. Quando falamos em problemas urológicos o primeiro que vem em mente é o câncer de próstata, porém, não é o único”, relata.
O médico relaciona os principais tipos de doenças urológicas que podem provocar a incontinência. A princípio, o mais comum, segundo ele, é chamado de urge incontinência. “Consiste na vontade forte e repentina de urinar, ocasionada pela irritação da bexiga que contrai quando ela própria percebe o limite de líquidos e os elimina antes mesmo da pessoa conseguir chegar ao banheiro, isso pode acontecer em um paciente que sofre com alguma infecção, que dificulta o total esvaziamento da bexiga, por isso excede mais rápido”, evidencia.
Outro fator comum, é denominada como incontinência por stress, que a razão pode ser o trauma ao esfíncter. “Esta acontece devido a agitações que atingem a bexiga e impulsionam a eliminação da urina sem a pessoa perceber, por exemplo, ao pular e espirrar, são feitos movimentos bruscos que impedem que o esfíncter controle a bexiga”, informa.
O médico explica que o esfíncter é como uma bomba alocada no colo da bexiga responsável por entender a comunicação do cérebro ou da medula para a liberação da urina, então, se afetado acontece o distúrbio. “Quando é acometido esse músculo, é certa a sua disfunção, e, infelizmente, em geral, são muitos fragmentos que o atingem, como infecções, lesões por cirurgias, em que podemos citar a cirurgia de próstata, e, também, a outra razão da incontinência, que são os problemas neurológicos”, comenta.
Os problemas neurológicos, para o doutor, são os mais graves, pois a incontinência é na verdade uma sequela de uma doença. “A capacidade de controle da eliminação da urina é desempenhada pelo cérebro e pela medula, portanto, quando um paciente sofre lesões nessas áreas, ou seja, casos de AVC, traumas físicos, como fratura de algum osso da coluna, essa comunicação é perdida”, esclarece.
O urologista afirma que, para todos os influentes da incontinência há tratamentos. “As medicações tratam as origens urológicas, que, consequentemente cura a incontinência. Quanto aos problemas neurológicos, não há tratamento definitivo, o que é feito comumente são cateterismo intermitente, e a colocação de sonda”, aponta.