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Perda de massa muscular faz parte do envelhecimento

Publicada dia 27/08/2021 às 10:56:56

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O envelhecimento é universal, progressivo e irreversível, caracterizado pelo declínio das funções e composição da maioria dos sistemas corpóreos. A geriatra Maria Angélica Verri Marinello enfatiza que passar por este processo de forma saudável é de suma importância, pois até 2050 uma a cada quatro pessoas terão mais de 60 anos.

O avanço da idade traz mudanças no corpo, entre elas, a perda de massa muscular e força. Estas duas condições causam uma deterioração funcional que de forma direta se denomina sarcopenia primária (quando está relacionada à idade) e sarcopenia secundária quando se relaciona com doenças, atividade física e à nutrição.

Fica evidente que a perda de massa muscular é muito comum no paciente idoso e isto pode se agravar ou não ao longo da vida no processo de envelhecimento. A médica salienta que a prática de atividade física, e a rotina alimentar podem diminuir ou desacelerar o surgimento da sarcopenia.

Maria Angélica explicou ainda que a perda de massa muscular é mais acentuada entre as mulheres. “No entanto, foi visto que a dependência nas atividades diárias e na qualidade de vida afeta mais os homens. Quando eles apresentaram perda de massa e força muscular, sofrendo a perda e funcionalidade para realizar as atividades diárias, impacta diretamente na família em aspectos emocionais e financeiros. Isto causa um alto grau de estresse, pois os idosos aumentam o índice de quedas, hospitalização e morbidade”, relaciona.

“O programa combinado de treinamento de força, exercícios aeróbios e alongamento, juntamente com uma dieta adequada, controle de doenças de base e deficiências, são o que há de melhor para manter uma boa forma física com um corpo forte e saudável, tanto fisicamente quanto psicologicamente ao longo dos anos”, afirma.

A geriatra lembra ainda que o momento atual, com a pandemia de covid, exige o distanciamento social (mesmo com a vacina), e isto reduziu drasticamente o deslocamento diário, principalmente dos idosos. “Na prática observa-se que muitas pessoas desenvolveram a sarcopenia de maneira aguda, devido a internações hospitalares prolongadas, imobilizações ou outras condições clínicas. Por isso, muitos pacientes que passaram por covid observam a perda de massa muscular e da força”, relata.

Maria Angélica apresentou uma estimativa entre pacientes pós covid que de 10 a 15% dos adultos e de 30 a 40% dos idosos perderam massa muscular. “No contexto geral, independente da doença, em torno de 10% perderam massa muscular por falta de atividade física”, revela.

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