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São Paulo adia retorno das aulas presenciais para outubro

Publicada dia 17/08/2020 às 10:58:12

Jorge Araujo

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Renan Alves


O governo de São Paulo decidiu atrasar em um mês a data prevista para o retorno gradual das aulas presenciais. A medida vale tanto para o ensino público quanto o privado.

Com isso, a expectativa é que as escolas possam reabrir apenas no dia 7 de outubro. Para a data inicial de retorno, no dia 8 de setembro, ficaram permitidas apenas a retomada de atividades como reforço e recuperação – caso seja de comum acordo com a comunidade escolar da unidade, como pais, alunos, professores e funcionários.

Segundo o governador João Doria (PSDB) somente municípios que estejam por, no mínimo, 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo, de flexibilização da quarentena, poderão voltar com as aulas presenciais. É o caso da cidade de São Paulo, que segue com a mesma classificação pela próxima quinzena.

Para reabrir, as escolas deverão atender a uma série de exigências para evitar o contágio da Covid-19, doença transmitida pelo coronavírus Sars-CoV-2. Entre elas está o uso obrigatório de máscara, o distanciamento social entre alunos, corpo docente e funcionários, o reforço de serviços de limpeza e o uso de álcool gel.

Além disso, as escolas também terão de respeitar o limite máximo de alunos nas unidades e os protocolos sanitários. Nesta primeira etapa, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, apenas até 35% dos alunos devem ser atendidos em atividades presenciais. Para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, limite máximo de alunos é de 20%.

Cada escola poderá optar pela reabertura regionalizada a partir de um processo de consulta com envolvimento da comunidade escolar - pais e responsáveis, estudantes e educadores.

Na rede estadual, o governo vai distribuir milhões de unidades de equipamentos de proteção individual e produtos de higiene, como 12 milhões de máscaras, 112 mil litros de álcool em gel e 221 mil litros de sabonete líquido.

Santa Cruz do Rio Pardo

Uma enquete realizada pelo Atual em suas redes mostrou que apenas 9% dos santa-cruzenses que responderam a enquete considerariam à volta às aulas ainda este ano de maneira responsável. A rejeição por parte da maioria da população foi constatada em pesquisa de comportamento relacionado à pandemia realizada pela Rede Nossa São Paulo e pelo Ibope Inteligência e que teve a sua terceira edição divulgada ontem.

Nas redes sociais, têm circulado manifestações de pais contrários à retomada e que dizem que as aulas só devem voltar quando houver uma vacina contra a Covid-19. Os professores de rede pública também são contra a reabertura e alegam que as escolas não têm recursos humanos nem materiais para garantir a segurança sanitária de todos.

Em entrevista, o prefeito Otacílio Assis (PSB) afirmou que se não houver determinação do Estado e nem uma vacina contra a Covid-19, as aulas na rede municipal não serão retomadas neste ano. “A ideia é continuar de maneira virtual e realizar um reforço com estes alunos assim que possível. Qual mãe que quer mandar as crianças para as escolas? As pessoas tem medo”, pontuou.

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