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Crônica de vereador lida em sessão deixa presentes confusos

Publicada dia 06/04/2021 às 11:31:38

Pedro Figueira

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O vereador Professor Duzão (PSB) teve uma atitude inusitada durante a última sessão da Câmara Municipal. Ao final dos trabalhos ele pediu o uso da tribuna, usando seu direito ao tempo do partido. Enquanto os presentes e quem acompanhava pela internet esperava uma fala direcionada a alguma situação política, o vereador anunciou que leria uma crônica de sua autoria, o que pode ter causado certa estranheza.

No entanto, a crônica falava sobre uma escola fictícia que tinha um diretor chamado Pestana, que foi substituído pela diretora Risadinha, falava de um aluno que ficou contrariado quando o novo diretor conhecido como Coroné assumiu e que esse aluno foi reprovado duas vezes. Por fim, fala de um novo aluno que passou a “colar” do colega reprovado.

Apesar de não deixar claro, a crônica faz referencia aos governos tucanos de Mira e Maura, substituídos por Otacílio, e, então, aparenta dar um recado para Juninho Souza por escolher ser assessorado pelo ex-vereador Psiu. A reportagem procurou o vereador Professor Duzão para esclarecer o assunto.

Atual – Por que usou o tempo do partido para ler uma crônica? Apesar de não citar nomes, há quem tenha entendido que foi uma crítica ao vereador Juninho Souza por buscar assessoria do ex-vereador Psiu e do advogado João Gabriel Lemos, ligados a antiga administração tucana na cidade. Foi isso?

Professor Duzão – Usei o tempo do partido, pois eram 5 minutos, tempo para ler a crônica. Uma crônica pode ser ao mesmo tempo uma crítica ou um conselho. Não necessariamente a fiz com objetivo de atingir algum vereador, a não ser que a carapuça venha a servir. Eu como professor procuro levar a reflexão diariamente no meu cotidiano, com os meus alunos. Textos com figuras de linguagem são importantes para que as pessoas pensem determinados assuntos com diferentes olhares, com novas perspectivas. Um texto com ironias talvez seja uma importante ferramenta para que se atinjam determinados objetivos, pois as pessoas acabam se debruçando mais sobre aquilo que foi falado ao invés de simplesmente interpretar um texto ou uma crítica direcionada.

Atual – Conforme sua crônica fala sobre um aluno que escolhe "colar" do colega que foi reprovado duas vezes, acredita que o Juninho possa estar se prejudicando buscando ajuda do ex-vereador Psiu que não foi eleito nas últimas duas tentativas?

Professor Duzão – Como eu disse no texto, colar não é um crime, mas uma contravenção dentro de um espaço escolar. Na minha profissão, ou seja, lá em qual atividade eu me proponho a desenvolver, inclusive a de vereador, procuro sempre bons exemplos a serem seguidos. É isso que eu espero e que os munícipes esperam de mim. Eu não costumo colar, mas se for para colar eu colaria de quem tira 10, e não de quem foi ou ainda é reprovado. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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