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Jovens usam Pix para “racha” e brincadeiras

Publicada dia 05/03/2021 às 11:31:06

Arquivo pessoal (produzida antes da pandemia)

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Thaís Balielo


O PIX, meio de pagamento eletrônico lançado pelo Banco Central do Brasil no final do ano passado, está ganhando novas finalidades, principalmente entre os jovens. Sem custo para fazer transferência, sem valor mínimo e com um campo para enviar uma mensagem no momento do pagamento, muitos utilizam o espaço para brincar com amigos ou até mesmo para flertar.

O uso alternativo do sistema de pagamentos já tem até nome para seus usuários no Twitter: são os ‘pixsexuais’, que publicam stories que têm viralizado com a hastag “#pixtinder”.

O estudante, Leonardo de Andrade Pamio, 21, afirma que nunca usou o sistema para paquera, mas em seu grupo de amigos utilizam muito o PIX para “rachar” as bebidas e comidas das reuniões. Uma pessoa do grupo compra tudo e depois recebe o valor exato do “racha” de cada amigo.

“Como é instantâneo e gratuito pelo PIX as transações interbancárias, o TED tornou-se obsoleto. Além disso, como o jovem sempre tenta arrumar maneiras de zoar o amigo, na hora em que enviamos algum dinheiro a alguém nós também escrevemos algumas brincadeiras e provocações. Então, eu gosto de pensar que o PIX não foi apenas uma revolução bancária, mas também uma nova forma de se comunicar e interagir com o meio social a sua volta”, argumenta.

Da mesma turma de amigos, Pedro Henrique Martins, 26, acredita que o PIX é uma ferramenta que veio para substituir os meios de transação convencionais e ultrapassados. Funcionário de uma empresa de internet e estudante de Segurança da Informação, ele acredita que o PIX tem riscos de segurança, mas acredita que era de extrema importância a criação de um meio do tipo.

“Utilizo para praticamente tudo, transferências entre contas, a própria divisão entre os amigos para alguma coisa, pela facilidade e o fato de não ter custos. Soube que tem quem usa para paquera. Na verdade, eu não usei para este fim, mas achei uma boa estratégia de aproximação”, brinca.

No campo de mensagem do PIX, Pedro conta que, quando é algo sério, utiliza para anotar ao que se refere o valor, mas quando é algum amigo a zoeira acontece. Outro integrante do grupo de amigos, o estudante Luiz Santos, 19, acha muito prático dividir a compra com os amigos através da ferramenta, principalmente por não ter que se preocupar com trocos para a divisão ficar correta.

Antes do PIX ele utilizava o banco virtual Nubank, que também não cobra taxa de transferência. “Mas com o PIX acabou incluindo todos, pois alguns amigos não tinham conta no Nubank”, relata.

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