Santa Cruz registra 184 novos casos de violência doméstica até outubro
Os registros de violência doméstica em Santa Cruz do Rio Pardo alcançaram 184 novos casos em 2025, segundo dados atualizados até 31 de outubro pelo Painel Violência Contra a Mulher, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O painel integra o sistema de Estatísticas do Poder Judiciário e é alimentado mensalmente pela Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud), que reúne informações processuais de todos os tribunais brasileiros, incluindo ações físicas e eletrônicas, públicas ou sigilosas. Os números consideram crimes previstos na Lei Maria da Penha, descumprimento de medidas protetivas e outras situações classificadas como violência doméstica.
No recorte mensal, janeiro registrou 18 novos casos, seguido de 16 em fevereiro, 20 em março, 23 em abril, 13 em maio, 14 em junho, 19 em julho, 18 em agosto, 26 em setembro e 17 em outubro. O acumulado até outubro aproxima o total de ocorrências dos últimos dois anos completos: em 2024 foram 192 registros, e em 2023, 196. Antes disso, o painel mostra 136 casos em 2022, 125 em 2021 e 121 em 2020.
Em nível nacional, a Central de Atendimento à Mulher, do Ministério da Mulher, recebeu 86.025 denúncias entre janeiro e julho deste ano, o equivalente a 16,91 denúncias por hora. São Paulo lidera o ranking estadual com 19.066 registros, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Para denunciar casos de violência contra mulher, o serviço Ligue 180, responsável pelo atendimento, é um canal de utilidade pública gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Ele oferece orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, além de informar sobre a localização de serviços especializados, registrar e encaminhar denúncias aos órgãos competentes e receber reclamações ou elogios sobre atendimentos prestados.
A ligação pode ser feita de qualquer lugar do país, e o canal também está disponível via chat no WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
