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Apesar de crise, muitos novos negócios surgiram na pandemia

Publicada dia 05/02/2021 às 10:48:33

Thaís Balielo

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Thaís Balielo


Na contramão da crise da pandemia, muitos profissionais resolveram empreender durante este período. Enquanto algumas portas estavam se fechando, novas empresas foram inauguradas. Além de novos negócios criados, empresas também diversificaram o ramo de atendimento para conseguir driblar a crise.

É o caso de Fabiano Pinheiro da Pinheiro Ambiental, ele adicionou a sanitização química ao escopo de prestação de serviços. A pandemia fez este serviço ser muito procurado e fez com que ele pudesse manter o emprego de seus funcionários.

Já Leandro Augusto Moreira Dario, 26, foi além. Confeiteiro da cidade de Ourinhos, ele trabalhava com serviço de encomenda de doces para eventos, mas inaugurou um espaço físico em junho de 2020 em sua cidade. Além de abrir em meio à pandemia, o sucesso foi tão grande que precisou aumentar o espaço físico e transformar a confeitaria em Bistrô, passando a também servir comidas salgadas.

Técnico em Nutrição e graduado em Gastronomia, começou a carreira fazendo bolos de pote para vender na faculdade. “Depois de quatro anos trabalhando com encomendas de doces e bolos, resolvi me arriscar abrindo uma confeitaria em plena pandemia. Fui chamado de louco, pois a maioria dos comerciantes estava fechando as portas”, conta.

A confeiteira Isabela de Oliveira Alves, 27, também resolveu iniciar um novo projeto em meio à pandemia. Junto da tia, a empresária Márcia de Oliveira Andrade, 50, e da prima, a bancária Cláudia de Oliveira Andrade, 47, elas inauguraram uma cafeteria em Santa Cruz no dia 5 de dezembro.

“Era um sonho antigo e no momento que resolvemos realizar, aconteceu a pandemia. Tivemos que adiar e refazer os planos. Mesmo sendo um momento delicado, resolvemos abrir em dezembro. Percebemos então que esse vírus havia mudado tudo. Projetos e realidades teriam que se adaptar, então resolvemos adequar nosso projeto a essa nova realidade. Depois de algum tempo vivendo essa pandemia, vimos que as pessoas precisavam de algum momento de descontração e resolvemos iniciar nossas atividades respeitando todas as normas de segurança e decretos municipais. Abrimos as portas para proporcionar aos cidadãos santa-cruzenses um momento de respiro. Em momentos difíceis, uma xícara de café aquece a alma”, garante.

Amigas de longa data, Luly Salina e Eliane Soret também iniciaram um negócio em meio à pandemia, o Art`liê 550. O espaço oferece roupas de brechó com peças selecionadas, produtos novos como moda praia, perfumes inspirados em marcas famosas, além de produtos de decoração e bijuterias artesanais que Eliane Soret confecciona.

Luly conta que no período de isolamento começaram a arrumar o espaço para abrir. “A ideia era isso criar uma loja diferenciada, brechó com peças selecionadas sendo muitas Vintage e as peças de produção da Eliane. Em relação aos produtos novos buscamos marcas e produtos que não tinham na cidade. Apesar de pouco tempo aberto, o Art'liê 550 está sendo sustentável”, conta.

Lizandra Tereza Frasson Nicolini, 33, e sua mãe, Terezinha Aparecida Portezan Frasson, 59, aproveitaram a pandemia para abrir a loja de artesanato Rocca Encantada. “Eu e minha mãe sempre fomos apaixonadas por artesanato. Ela por costura e eu por papelaria. Quando me casei fiz toda a papelaria do casamento e depois comecei a ter algumas encomendas de topos de bolo e ela fez um livro de atividades infantis de feltro”, conta.

Mãe e filha já haviam se planejado a se dedicar mais ao artesanato em 2020, mas com a covid o projeto precisou ser colocado em prática. “Com a paralisação de tudo teve uma grande queda na renda de casa, então começamos a nos profissionalizar e estudar para divulgar melhor e fazer produtos diferenciados. Nossa ideia é levar produtos criativos e individualizados através dos personalizados que fazemos”, diz.

Com a família toda dependendo da renda de música, Wesley Paixão se viu tendo que buscar alternativas com a pandemia. Ele criou uma empresa de entregas na cidade chamada de PEX. O objetivo é contratar entregadores para fazer entregas para as empresas da cidade. Ele ainda está tendo dificuldades em contratar pessoal. Ainda no inicio da empresa, está fazendo as entregas sozinho, mas consegue terceirizar alguns serviços quando necessita.

Para manter alguma renda com a música ele e a esposa Débora Catalano seguem fazendo lives frequentemente, mas a renda de tocar todo fim de semana em barzinhos eles não podem mais contar enquanto a pandemia não estiver controlada.

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