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Santa Cruz recebe a primeira bombeira militar de sua história

Publicada dia 01/07/2020 às 10:14:00

Arquivo Pessoal

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Diego Singolani


Letícia Rosalen Lopes, 30, é a primeira bombeira militar da história de Santa Cruz do Rio Pardo. Ela assumiu seu posto na 2° Base de Bombeiros do município no último dia 18 de junho. Letícia se diz empolgada com o desafio e feliz por poder voltar a sua terra natal e trabalhar perto da família.

A trajetória profissional de Letícia começou em 2014, quando ela ingressou como soldado na Polícia Militar. “Sempre entrei pensando em ficar no policiamento. Porém, durante o treinamento, eu conheci a corporação dos bombeiros em Franco da  Rocha (SP) e me identifiquei”, conta. Em 2016, após realizar o teste de aptidão física (TAF), ela foi transferida da PM para o Corpo de Bombeiros, sendo classificada para trabalhar em Presidente Prudente (SP).

Quando surgiu a possibilidade de transferência para Santa Cruz do Rio Pardo, foi uma realização para toda a sua família. De acordo com a bombeira, a mãe e a avó “não se aguentam de alegria”. Em relação aos colegas de corporação, Letícia diz que também foi muito bem recebida. Porém, por ser a primeira mulher a trabalhar na 2° Base de Santa Cruz, algumas adaptações estruturais foram necessárias, como a preparação de alojamento e banheiro exclusivos. “A mulher tem que conquistar seu espaço. Fazer por merecer. Existe o preconceito, que é difícil, pela diferença física. Mas com muito treinamento a gente chega lá”, afirmou.

A rotina de exercício físicos, principalmente nos horários de folga, além de instruções e treinamentos intensos fazem parte do dia a dia dos bombeiros. Segundo Letícia, corpo e mente devem estar sempre preparados paras as mais diversas situações. “Ser bombeira é algo gratificante. Ocorreu um caso em Presidente Prudente, quando socorri um menino que ficou preso embaixo de um ônibus. Ele saiu com vida e depois veio me agradecer. Disse que não se lembrava de ninguém, apenas de mim, a pessoas que ficou com ele naquele momento”, disse. Apesar de lidar com situações limite, Letícia garante que, na hora do atendimento, o bombeiro age sempre com a razão, repetindo tudo aquilo que aprendeu exaustivamente nos treinamentos. “A gente só pensa em tirar a pessoa daquela situação. O psicológico fica para depois. Você está treinado para isso, para o atendimento qualificado”, declarou.

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