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Foliões lotaram a praça no Carnaval de Santa Cruz

Publicada dia 04/03/2020 às 10:16:11

Diego Singolani, Fernanda Botelho, Rita Biancon e PMSCRP

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Diego Singolani


O público compareceu em peso no Carnaval Popular organizado pela prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo. Este ano, os festejos durante os três dias de folia se concentraram na Praça Deputado Leônidas Camarinha, que recebeu, de acordo com os organizadores, mais de 10 mil pessoas. Além dos desfiles dos tradicionais blocos da cidade, as secretarias de Cultura e Turismo apostaram em shows de pagode, o que atraiu visitantes da região.

Outra novidade que parece ter agradado aos foliões em 2020 foi o pré-carnaval, que garantiu a festa em dobro. Os grupos Mazuquê, Samprazer e Katinguelê fizeram as milhares de pessoas que tomaram a praça do Jardim entoarem clássicos do samba e do pagode 90. Segundo os organizadores, apesar do público acima do esperado, a Polícia Militar não registrou nenhuma ocorrência no local.

Os blocos de carnaval da cidade, mais uma vez, deram um show a parte. O Acogelc levou para a Avenida Tiradentes e para o Jardim a variedade dos ritmos afro brasileiros, como o afoxé e o samba reggae. O bloco reuniu cerca de 150 participantes. Este ano, o cortejo também homenageou o grupo baiano Olodum, que serviu de inspiração para a criação, há mais de 10 anos, da Ong Acogelc.

A Acadêmicos da Estação desfilou com cerca de 100 integrantes e investiu no samba enredo deste ano, composto pelo bauruense Ronaldo Lima, intitulado “Da história ao patrimônio, canta Santa Cruz", abordando os 150 anos de emancipação política do município. O bloco contou ainda com uma ala formada pelos alunos de percussão do Centro Cultural Special Dog, sob o comando do professor Bruno Machado. A parceria da instituição com o bloco fez sucesso no desfile e deve ser ampliada para o ano que vem. A Acadêmicos da Estação também rendeu homenagens ao decano advogado e radialista José Eduardo Piedade Catalano, 86, que está há mais de 70 anos no ar apresentando o seu “Loteria Musical” pela rádio Difusora Santa Cruz. Catalano desfilou com a escola em carro aberto.

A Unidos do Samba da Divinéia mostrou a força da comunidade e uniu gerações. Os moradores participaram desde a confecção das fantasias, em parceira com Centro de Referência e Assistência Social (Cras) Betinha, levaram para o desfile a força da bateria do mestre Jarbinhas e beleza das tradicionais alas das Baianas e das crianças. 

O secretário municipal de Cultura, Frednes Botelho, disse que o evento superou suas expectativas. “A população comprou a ideia e percebemos também a presença muitas pessoas de outras cidades participando do nosso carnaval”, afirmou.

Para o secretário, o carnaval de Santa Cruz do Rio Pardo também se consolida como uma opção para as famílias curtirem juntas. “Quando existe aglomeração de pessoas, é claro isso deixa a gente preocupado, principalmente na questão de segurança, mas graças a Deus foi tudo muito tranquilo, muitas famílias reunidas na praça, as pessoas queriam mesmo eram se divertir”, afirmou.

Na avaliação de Fred, a organização está no caminho certo. “Antes de o evento acabar, as pessoas já nos questionavam sobre ano que vem, acredito que o Carnaval Popular de Santa Cruz veio para ficar”, declarou.

Nem tudo é confete

Se o público parece ter aprovado o Carnaval 2020, alguns representantes dos blocos, que são o coração da festa, ficaram bastante desapontados com o que eles classificaram como falta de organização da prefeitura.

Nos bastidores, às vésperas do Carnaval, o clima era de apreensão. Houve até a possibilidade de um dos blocos não desfilar. As principais reclamações são de que a secretaria de Cultura deixou para resolver tudo em cima da hora, exigiu uma documentação aos grupos (em cima do prazo) que em anos anteriores não foi solicitada, cortou um dia de desfile dos blocos e ameaçou diminuir o investimento que, na visão dos seus representantes, já é pequeno.

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