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Neuropsicologia pode ajudar crianças com TDAH

Publicada dia 27/01/2021 às 10:59:04

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Thaís Balielo


O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) atinge muitas crianças. A neuropsicóloga Deise Cristina dos Anjos diz que muitos pais vivenciam este problema com os filhos e, às vezes, não sabem como ajuda-los. Ela explica que o TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas que aparece na infância e acompanha o indivíduo por toda a vida.

“A criança pode ser Hiperativa ou Desatenta, mas também pode ser o tipo combinado onde há sintomas dos dois tipos juntos. A incidência é igual em meninos e meninas, embora as meninas tenham menos sintomas de hiperatividade e impulsividade, mas são igualmente desatentas”, diz.

A profissional pontua que os comportamentos mais observados do TDAH são agitação, inquietação e esquecimento. No ambiente escolar elas não param sentadas nas cadeiras, andam pela sala e mexem em objetos como se estivessem elétricas, não conseguem manter a atenção nas aulas, se distraem facilmente com estímulos externos e também com os internos como se estivessem no “mundo da lua”, esquecer-se de dar recados, dias das provas, tendem a serem impulsivas, não esperam a vez pra falar, respondem antes de terminar de ler a pergunta e falam sem pensar.

“As consequências são drásticas para a aprendizagem. Em decorrência da falta de atenção e concentração, elas não conseguem assimilar os conteúdos ensinados e apresentam dificuldades na escrita, na leitura, na fala e memória. Isso pode ocasionar reprova na escola, e, consequentemente, mudanças comportamentais e de humor como baixa autoestima e até mesmo agressividade”, explica.

Deise lembra que as queixas dos pais não são somente no ambiente escolar. Em casa elas se destacam pela dificuldade em seguir as regras, de se organizar nos seus compromissos, não conseguem assistir um desenho ou filme até o final, pulam de uma atividade para outra rapidamente sem concluir e tem resistência para dormir.

“O diagnóstico precoce é determinante para estabelecer o tratamento adequado, pode ser feito por médico Psiquiatra, Neuropediatra, ou Neuropsicólogo, com base nos sintomas e histórico de vida, não sendo necessário nenhum exame físico ou de imagem”, explica.

A profissional esclarece que o tratamento indicado nestes casos é psicoterapia. “Para a TDAH a terapia recomendada é a TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) para trabalhar crenças disfuncionais e comportamentos inadequados. Sendo necessário, o uso de medicamentos psicoestimulantes que complementam o processo. Vale ressaltar que a duração do tratamento deve considerar a melhora significativa dos sintomas. Suspende-se o tratamento quando o paciente se apresenta assintomático por pelo menos um ano. Ao observar sintomas compatíveis com o TDAH procure ajude profissional”, finaliza.

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