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Agosto é mês de incentivo ao aleitamento materno

Publicada dia 18/08/2021 às 15:16:31

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O Agosto Dourado simboliza a luta pelo incentivo à amamentação, e a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por ano, cerca de seis milhões de vidas são salvas por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

A pediatra Kátia Isabel Henares afirma que o leite materno é a alimentação mais completa para o bebê. Ele reduz risco de morte nos bebês, muitas doenças, internações por diarreia e doenças respiratórias. Além disso, em longo prazo, diminui sobrepeso e obesidade, proporciona aumento do QI (índice de inteligência) da criança, melhora o desenvolvimento na saúde mental e cognitiva do bebê.

“O leite humano, além de ser perfeito, não tem custo diferente da fórmula. À noite, colocar um bebê em seu peito é muito mais simples e rápido do que levantar-se para preparar ou aquecer uma mamadeira de fórmula”, pondera.

A médica lembra que a amamentação ainda proporciona benefícios para a saúde das mães, além da satisfação emocional. As mães que amamentam se recuperam do parto mais rápida e facilmente. A oxitocina liberada durante a amamentação acelera o útero retornar ao seu tamanho e pode reduzir os sangramentos pós-parto.

Estudos mostram que as mulheres que amamentaram reduziram as taxas de câncer de mama e ovário. Outros estudos indicam que a amamentação pode reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2, artrite reumatoide e doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão arterial e colesterol alto.

A recomendação é que o bebê receba aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, quando então introduz outras alimentações. O aleitamento deve continuar até pelo menos os 2 anos da criança quando possível. Katia pondera que existem muitas dificuldades, e a mãe precisa, já na gestação, se informar sobre amamentação e se preparar.

Após o nascimento, o ideal é bebê sugar no seio materno na primeira hora após o nascimento. A chamada “hora de ouro” facilita a produção precoce do leite materno. “É importante ter profissionais habilitados e com experiência em aleitamento materno nesse período, pois um erro de técnica como uma pega na mama incorreta leva a fissuras mamárias com dor e dificuldade para amamentação”, argumenta.

Katia ressaltou que existem mitos relacionados à amamentação. “Não existe leite fraco, o leite materno sempre é perfeito. Pode ocorrer insuficiência na produção materna por vários motivos, por isto a mãe precisa ser acompanhada por um profissional experiente. O leite só seca se o bebê não sugar. É importante a amamentação em livre demanda, pois mantém produção do leite materno”, afirma.

Responsável pela UTI neonatal em Santa Cruz, Kátia salienta a importância do leite materno para os prematuros. “Fazemos até um tratamento chamado colostroterapia na UTI neonatal em que pingamos colostro da mãe na boca do prematuro como se fosse remédio para melhorar sua imunidade. Na falta do leite materno esses prematuros recebem leite do banco de leite materno. Leite materno é ouro, é vida”, diz.

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