Acompanhamento familiar é essencial para envelhecimento saudável
Mariana Pires
De acordo com dados recentes do IBGE, em até quarenta anos, a população de idosos chegará a quase 50 milhões. Enquanto a taxa de fecundidade tende a cair nos próximos anos, a expectativa de vida do brasileiro irá ultrapassar os 72 anos.
Antes de receber esse novo contingente populacional, o ideal é se preparar desde já. Alguns cuidados simples podem promover melhoria na qualidade de vida dos mais velhos. Desde um acompanhamento especializado na área da saúde, até mesmo adaptações nas casas desses idosos já evitam uma série de possíveis complicações futuras.
“Tratar da saúde de idosos não é tão simples”, aponta a geriatra Carolina Rocha Maciel. “A população idosa é extremamente heterogênea. Da mesma forma que posso ter um paciente de noventa anos com saúde e vitalidade perfeita, posso ter um de setenta anos já bem debilitado. A idade não diz muito”.
De acordo com Carolina, deve existir um acompanhamento específico e atencioso voltado para essa população, tanto por parte da família, quanto por parte do médico. “É importante dar atenção a eles. A maioria dos idosos inclusive gosta e se sentem motivados para voltar às consultas. Também é essencial a participação da família no processo de envelhecimento deles. Muitos não aceitam a perda de independência que acontece conforme o passar dos anos, não aceitam ajuda dos filhos ou teimam em morar sozinhos, apesar da saúde debilitada”.
Nesses casos, a médica recomenda que sejam feitas adaptações no lar do idoso, para promover o máximo de segurança possível. “Ás vezes a instalação de corrimões, sensores de luz e pisos antiderrapantes já faz uma diferença enorme na qualidade de vida desse indivíduo”.
No entanto, ela chama a atenção para que os familiares evitem proibir esses idosos de realizarem atividades rotineiras. “Acho que o ideal é fazer sugestões, sem reprimir ou inutilizar o idoso. Se ele não consegue mais cozinhar sozinho, por exemplo, se ofereça para ajuda-lo, mas o mantenha envolvido na atividade. Assim ele ainda se sentirá útil e isso fará bem para a autoestima dele”.
