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Violência doméstica avança em Santa Cruz sob o silêncio de autoridades

Publicada dia 22/04/2026 às 17:38:30

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Os índices de violência doméstica em Santa Cruz do Rio Pardo apresentam uma escalada alarmante e ininterrupta, contrastando com a ausência de posicionamento das principais lideranças políticas do município. 

Em janeiro de 2026, a cidade já contabilizou 12 medidas protetivas concedidas, mantendo a tendência de alta verificada no balanço de 2025, que fechou com 217 medidas — o maior número da série histórica iniciada em 2020, quando eram 139 registros. No judiciário, a situação é igualmente crítica: apenas no primeiro mês deste ano, 21 novos processos de violência doméstica tiveram entrada, somando-se ao passivo de 215 novos casos registrados ao longo de todo o ano passado. 

Apesar do agravamento estatístico, o cenário institucional é de omissão. Durante o mês de março, período da campanha "Março Violeta" e do Dia Internacional da Mulher, nem a Prefeitura Municipal, sob gestão de Otacílio Parras (PL), nem a Câmara Municipal, comandada por Juninho Souza (UNIÃO) realizaram publicações sobre o tema. 

O silêncio se estende aos perfis pessoais das autoridades. O prefeito Otacílio e o presidente do Legislativo, Juninho Souza, não utilizaram seus espaços de comunicação para abordar a realidade local da violência contra a mulher. 

Juninho Souza limitou-se a compartilhar uma notícia externa ao município, sem mencionar os dados ou ações de enfrentamento para Santa Cruz do Rio Pardo. A falta de engajamento do Executivo e do Legislativo ocorre em um contexto onde os números de agressões quase dobraram em seis anos, saltando de 121 novos casos em 2020 para os atuais patamares. 

Sem campanhas de conscientização ou manifestações públicas dos gestores, o combate à violência na cidade permanece restrito ao âmbito judicial, sem o suporte de políticas públicas de prevenção divulgadas pelos representantes eleitos.