Mulheres têm maior escolaridade e menor renda
Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam um cenário de contrastes no perfil socioeconômico de Santa Cruz do Rio Pardo. Embora as mulheres representem a maioria da população (51,4%) e apresentem níveis de instrução superiores aos dos homens, a remuneração média feminina permanece significativamente abaixo da masculina no município.
A análise do nível de instrução mostra que 22,84% das mulheres santa-cruzenses possuem ensino superior completo, enquanto entre os homens o índice é de 14,09%. Essa vantagem educacional feminina começa a se desenhar cedo: na faixa de 15 a 17 anos, a taxa de frequência escolar das mulheres é de 90,96%, superando os 78,76% registrados entre os homens da mesma idade.
Entretanto, a maior qualificação não se traduz em equidade financeira. De acordo com o levantamento, o rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos para homens em Santa Cruz do Rio Pardo é de R$ 3.129,04. Já para as mulheres, o valor médio cai para R$ 2.235,84, o que representa uma diferença de aproximadamente 28,5% em desfavor do público feminino.
A vulnerabilidade econômica é acentuada nos arranjos familiares. O Censo identificou que, nos domicílios monoparentais, onde apenas um dos pais reside com os filhos, a responsabilidade recai majoritariamente sobre as mulheres. Dos 2.280 lares nessa condição no município, 1.902 (83,42%) são chefiados por mulheres, enquanto apenas 378 (16,58%) têm homens como responsáveis.
Os dados também apontam disparidades na vida conjugal e social. Entre as pessoas com deficiência, 57% dos homens vivem com companheiro(a), contra 39,7% das mulheres na mesma situação. Em relação à educação infantil inicial (0 a 3 anos), o município registra que 46,67% das meninas frequentam a escola, índice ligeiramente superior aos 43,73% dos meninos.
