Fim de uma era: Anatel inicia retirada de orelhões em Santa Cruz
O ano de 2026 marca o desfecho de um ciclo histórico para as telecomunicações brasileiras com o início da retirada definitiva dos telefones públicos, popularmente conhecidos como orelhões. De acordo com o cronograma estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a remoção dos aparelhos das vias públicas começou em janeiro.
O processo é o estágio final de uma redução gradual observada nos últimos anos. Dados da agência reguladora indicam que, enquanto o Brasil possuía cerca de 202 mil orelhões em 2020, o número atual em território nacional é de 38 mil aparelhos remanescentes.
Em Santa Cruz do Rio Pardo, o cenário acompanha a tendência nacional de obsolescência do serviço. Atualmente, o município registra 36 orelhões espalhados pela cidade, um recuo em comparação aos dados de janeiro de 2020, quando o sistema contava com 52 terminais ativos na localidade. O equipamento foi introduzido no país em 1971, com design da arquiteta Chu Ming Silveira.
A desativação é impulsionada pela mudança nos hábitos de consumo de tecnologia e pela expansão da conectividade digital. Em Santa Cruz do Rio Pardo, os registros de novembro de 2025 detalham essa nova realidade comunicacional: a cidade conta com 56.407 acessos de telefonia móvel e 16.565 conexões de banda larga fixa, enquanto a telefonia fixa convencional soma 3.058 acessos.
A cobertura do serviço móvel no município atinge índices elevados, alcançando 98,3% dos moradores e 96,2% dos domicílios cobertos pelo sinal das operadoras. Esse domínio da tecnologia sem fio e da internet residencial substituiu a função social dos antigos telefones públicos, que agora deixam de integrar a paisagem urbana do município para dar lugar à modernização das redes de dados.
