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Descontentamento com empresa Ártico é agravado com denúncias

Publicada dia 08/09/2021 às 13:24:15

Pedro Figueira

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A empresa Ártico é responsável pela limpeza pública em Santa Cruz do Rio Pardo, através de contrato terceirizado firmado por licitação. Recentemente o vereador Juninho Souza (Republicanos) publicou nas redes sociais um vídeo em que um funcionário relata uma situação de assédio moral por parte de um supervisor. O vereador chegou a apresentar uma moção de repúdio à empresa por conta do acontecido, mas foi rejeitada, pois os vereadores alegaram que precisaria aguardar a apuração do Ministério do Trabalho. Juninho enviou a denúncia ao Ministério e aguarda os próximos desdobramentos.

No entanto, apesar da questão do assédio moral e condições de trabalho precisar de investigação do MT, o descontentamento com a qualidade do serviço já é sentido entre a população, e o prefeito Diego Singolani se pronunciou sobre o assunto em uma entrevista à rádio 104 FM.

Diego disse estar extremamente descontente com o serviço desta empresa desde o início de seu mandato e estava buscando meios legais para o rompimento do contrato. Ele lamentou a aprovação de uma moção de aplausos aos funcionários da empresa que atrapalharia o trâmite. “Seria processado pelo juiz se rompesse o contrato tendo uma moção elogiando a empresa”, reclama.

O prefeito relatou que recebe muitas ouvidorias de reclamações do serviço público de limpeza. Ele aproveitou a entrevista para anunciar que será lançada uma campanha de consulta pública sobre este serviço que deve ajudar a mostrar o descontentamento com o serviço.

“Chamei várias vezes para conversar aqui, notifiquei por escrito. Na verdade, o valor desta licitação acaba sendo incompatível com a necessidade que temos na cidade de organização e limpeza. A gente entende a situação das empresas, tenta ajudar, mas está ficando difícil. Ou cumpre o contrato e melhora a qualidade para ontem, ou vou ter que tomar as atitudes legais. Isso é gestão, não é politicagem. É querer o melhor serviço para a população. Não quero pagar nem um centavo a menos, também não aceito nada a menos do que está colocado no contrato. Na minha gestão o papel tem que valer”, afirma.

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