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Cães e gatos também precisam de cesárea em alguns partos

Publicada dia 19/05/2021 às 12:13:39

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Thaís Balielo


Da mesma forma que nos humanos, os partos normais são os mais indicados e as cesarianas são realizadas quando existe alguma complicação ou risco ao bebê, as mamães cadelas e gatinhas também necessitam de procedimento cirúrgico em casos específicos. O veterinário Kaio Sérgio da Venda explicou como funciona a gestação e parto dos cães e felinos.

Ele afirma que a preparação para o parto começa no cio e cópula dos pets, o tempo de gestação dura em média 63 dias (59-65 dias) em cadelas e 61 dias em média nas gatas (58 a 63 dias). Neste período várias alterações acontecem no corpo das cadelas e felinas. Ocorre o aumento das mamas e até mesmo a saída de leite nas últimas semanas de gestação, o abdômen se torna abaulado para comportar os filhotes e seu desenvolvimento, o comportamento torna-se protetivo até que finalmente chega o dia do parto.

O médico veterinário relatou que o parto natural pode durar até 8 horas, dependendo da quantidade de filhotes. Os primeiros sinais de que está se iniciando são: criação de ninhos, a fêmea procura lugares calmos e escondidos, aumento da frequência respiratória (fadiga), leve diminuição da temperatura corporal e início das contrações uterinas.

“Os bebês saem pelo canal vaginal envolto na placenta, a própria mãe se encarrega de rompê-la e limpar a cria. Quando isso não acontece é necessário realizar nós mesmo este trabalho para que o filhote comece com a respiração natural. O parto acontece de forma natural na maioria das vezes, por isso é preciso levar em consideração o tamanho da fêmea para cruzar com o macho. Machos grandes com fêmeas pequenas podem ocasionar o parto distócito, que é quando o útero mesmo com contração não consegue expelir os filhotes muita das vezes por serem maior que a abertura vaginal e pubiana”, explica.

Quando acontece de o parto natural não ser possível a intervenção cirurgia faz-se necessária. “Neste procedimento os filhotes são retirados do útero através de uma incisão no abdômen e exposição do órgão com a prole. Os animais estão envoltos da placenta, onde a mesma e retirada e assim o filhote é colocado em uma encubadeira que o manterá aquecido e oxigenado até o final do provimento cirúrgico da mãe”, conta.

Algumas enfermidades também fazem com que a cesariana seja necessária: casos de atonia uterina, putrefação feral, doenças infecciosas (toxoplasmose, brucelose, erliquiose). E também a administração de contraceptivos injetáveis, os famosos inibidores de cio que na maioria são prostaglandinas que não permitem a abertura da cérvix (estrutura que controla a saída e entrada do útero) impedindo que mesmo com contrações os filhotes possam ser expelidos.

Kaio lembra que a cesariana que deve ser feita de forma rápida e eficiente, visando o bem-estar da cadela ou felina e seus filhotes. “Logo depois do parto temos o período de amamentação, os recém-nascidos tomam nas primeiras oito horas o colostro, leite rico em subsistências importantes para a formação da imunidade e desenvolvimento”, relata.

O veterinário conta também que na primeira semana os ouvidos dos filhotes ainda estão fechados, assim como os olhos que permanecem assim até os 14 dias de vida.

“A amamentação dura de 40 a 90 dias, porém, nesse meio tempo os filhotes já começam a desbravar o mundo entendendo sons e situações específicas como horário de alimentação, chamar a mãe e como se esconder ou afastar predadores”, diz.

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