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Como lidar com o ciúmes pela chegada do bebê

Publicada dia 18/09/2019 às 12:29:33

Renata Cachoni

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A chegada do segundo filho é muito esperada pelos pais e pelo irmãozinho, toda a família fica na expectativa de como o filho mais velho reagirá. Um misto de emoções e sentimentos invadem os pais, sem saber como tudo se ajeitará, o que acontecerá e como eles próprios se comportarão com os dois filhos.

Nestes casos, o ciúmes do irmão mais velho é comum. O psicólogo Regis Pilati falou sobre o assunto e ensinou alguns passos importantes para tomar para que o primogênito entenda seu papel na família e tenha o ciúmes amenizado. “Desde o início da gravidez a conversa é importantíssima para que o pequeno consiga controlar o ciúmes e perceba que o irmãozinho não veio para tirar os pais dele, e sim para ser seu amigo”, argumenta.

Regis aconselha a dar tarefas para o filho desde a gravidez como ajudar a passar creme na barriga, ajudar a montar o quarto do bebê, além de contar histórias sobre como foi a gravidez dele, como foi a sua espera, para que entenda que já passou por isso.

“Falar sobre as vantagens de ser o mais velho, de como esse papel é importante. De como o caçula irá se espelhar nele. Falar que ele poderá ensinar muitas coisas para o irmão, entre outras coisas”, cita.

Após o nascimento, é importante dar tarefas como ajudar no banho, ajudar a dar mamadeira, é importante que ele se sinta importante. Regis alerta que não é interessante presentear o mais velho para que não sinta ciúmes. “Ele tem que entender que cada filho tem suas necessidades, tem que entender que um bebê precisa de mais atenção e que ele não está sendo esquecido. A mãe e o pai também precisam fazer atividades individuais com o filho mais velho, para que ele não pense que nunca mais terá os pais só para ele”, aconselha.

Outro ponto importante é que esse ciúmes não é só dos pais, pode ser dos avós, tios ou outras figuras. “A criança de repente está num almoço com a família e escuta todos só falando de bebê e pensa que irá perder o amor de todos. É importante que o pai, avós, tios, tenham essa conversa também. Que mostrem que ele não vai deixar de ser amado e da importância dele”, diz.

A empresária Amarílis Menon Maitan Camilo acabou de passar essa situação. Grávida do segundo filho, seu primogênito Antônio, 3, estava demonstrado ciúmes e muito apegado com ela dias antes ao parto. “Sei que ele vai acabar regredindo em algumas coisas como é normal, mas estamos fazendo de tudo para que ele se sinta acolhido e amado para que não queira voltar a ser um bebê para disputar o nosso amor”, diz.

Amarílis já preparou Antônio antes mesmo de engravidar. “Fui dando mais autonomia para ele, já pensando na possibilidade de uma segunda gravidez. Quando ele começou a pedir um amigo para brincar, foi a deixa para dar a notícia do bebê”, conta.

Apesar dos sinais de ciúmes, Amarílis também percebe o amor do irmão. “Desde que soubemos que seria uma menina, eu brincava de conversar com ele fazendo a voz da Júlia. Ele beijava muito minha barriga, contava as coisas para ela. Era muito engraçado o diálogo dele com ela”, revela.

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