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Após estudo comprovar contaminação, capivaras do lago de Ipaussu devem sofrer eutanásia

Publicada dia 16/07/2020 às 15:39:33

Divulgação

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Diego Singolani


As famigeradas capivaras do lago de Ipaussu (SP) podem estar com os dias contados. De acordo com o prefeito Sérgio Guidio (PSDB), a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente acenou com a possibilidade de autorizar o remanejo dos animais desde que uma barreira seja construída para impedir que outras capivaras se estabeleçam na orla do lago. A posição do órgão estadual veio após a prefeitura encaminhar um estudo da Unesp de Botucatu (SP), concluído nesta semana, que mostrou que os roedores que vivem no lago do município estão infectados com a bactéria responsável pela febre maculosa. Segundo o prefeito, a diretriz da secretaria de Estado para a retirada dos animais é através da eutanásia - sacrifício.

Entre o final do ano passado e início de 2020, três crianças morreram em Ipaussu após contrair febre maculosa. A doença é transmitida pelo carrapato-estrela, que usa as capivaras como hospedeiras. Os testes nos animais do lago começaram em março deste ano. Pesquisadores veterinários colocaram microchips nos roedores e fizeram exames de sangue para avaliar se as capivaras estavam com a doença. Das cerca de 70 capivaras que vivem no lago, 36 foram testadas e ficou comprovado que todas tiveram contato com a bactéria.

O remanejo das capivaras não é simples, pois são animais silvestres, protegidos por lei. Com a conclusão do estudo da Unesp, a expectativa de Sérgio Guidio é que os trâmites ganhem celeridade. “A diretriz da secretaria do Estado para a retirada é a eutanásia. Pessoalmente não concordo, mas se for o único caminho, vamos realizar, já que cabe ao município arcar com toda essa situação”, afirmou o prefeito, que também informou que a construção da barreira ao redor do lago, para evitar que novos animais se aloquem na região, deve começar em breve.

Apesar de terem se tornado um dos símbolos da cidade, Sérgio Guidio não acredita que Ipaussu terá algum prejuízo com a saída das capivaras.  “Fizemos uma pesquisa e a grande maioria da população quer a retirada das capivaras. Não acredito que a retirada dos animais atrapalhe o turismo. Pode ser que a colocação da barreira no leito do lago comprometa a visão bonita que nós temos do nosso cartão postal”, disse.

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