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Pinhata quer exonerar Catalano para colocar ex-político

Publicada dia 24/08/2019 às 12:15:54

Renan Alves

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O presidente da Câmara Paulo Pinhata (MDB) não desistiu de contratar o ex-político de São Pedro do Turvo, Edson Luiz de Souza. O caso já está sendo tema de discussão há quatro semanas e o chefe da Casa de Leis ainda está buscando, sem sucesso, contratar seu parceiro através de manobras.

Na última ideia, Pinhata apresentou um projeto para ser discutido na reunião de comissão, realizada na quinta-feira, 22, que previa a redução do salário do cargo de assessor parlamentar de R$ 8.644,74 para R$ 4.879,75 e, consequentemente, a demissão do atual assessor José Eduardo Piedade Catalano, já que a lei não autoriza a redução de salário de um mesmo funcionário.

Nos bastidores, Pinhata confirmou que estudava demitir um cargo de confiança entre Renata Aparecida Sartori Neumanas, Patrícia Aparecida Paulin Pegorer e Denis Fernando dos Santos Fernandes, recontratar Eduardo Catalano como assessor legislativo e colocar Edson Luiz como seu assessor parlamentar. Ou ainda, apenas demitir Catalano e substituí-lo pelo ex-vereador de São Pedro do Turvo.

O projeto gerou muita discussão entre os vereadores presentes e não será votado na sessão desta segunda-feira, 26. Para Murilo Sala (SD), o projeto foi apresentado às pressas na quinta-feira, 22, o que não é autorizado pela lei vigente da Câmara.

Sentado no meio de três assessores, Pinhata usou a reunião para discursar como se os funcionários não estivessem ali presentes. Afirmou que não possui ninguém de sua confiança dentro da Câmara e chegou até a acusá-los de manobras ilegais no setor de compras e documentação. “Paguei um alto preço por tentar colocar alguém de minha confiança, agora é hora de mudar isso. A sociedade me cobra e o Ministério Público também. Se esse projeto não for aprovado, tomarei minhas atitudes”, disse o presidente ameaçando agora demitir qualquer comissionado sem autorização e aval dos vereadores.

O vereador João Marcelo Santos (DEM) alertou que Pinhata poderá ser processado por assédio moral. “O senhor está há várias semanas ameaçando demitir e agora acusa sem qualquer prova”, disse.

Eduardo Catalano, que está há décadas na Casa, afirmou que se Pinhata insistir em enviar o projeto para a votação dos vereadores, se inscreverá para utilizar a tribuna como defesa. “Ele alegou que eu ganho R$ 15 mil, isso é mentira, eu tenho documentos”, destacou.

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