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Base governista racha com proposta de Marco Cantor para corte de salários

Publicada dia 27/05/2020 às 10:21:28

Renan Alves

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Diego Singolani


Assim como havia anunciado no final de semana, o vereador Marco Cantor Valantieri (PL) apresentou um requerimento na sessão da Câmara desta terça-feira, 26, solicitando que a mesa diretora proponha um projeto para a redução dos subsídios dos parlamentares e também a diminuição de cadeiras a partir da próxima legislatura. A iniciativa de Marco, classificada por seus pares como demagógica e eleitoreira, gerou mal estar inclusive com os colegas da base governista, que foram surpreendidos. Após a sessão, o clima nos bastidores era de animosidade. Segundo apurou o Atual, em meio a confusão, Marco teria se reposicionado como um vereador "independente", deflagrando o racha do grupo.

A proposta de Marco é diminuir os subsídios dos vereadores dos atuais R$ 4.342,32 para R$ 1.800,00, além de cortar o número de vagas de 13 para 9. As alterações passariam a valer para a próxima legislatura, como define a Constituição Federal. No sábado, 23, durante entrevista à rádio Difusora, Marco justificou sua iniciativa alegando que a economia de recursos seria importante diante do impacto nas contas públicas causado pela pandemia do novo coronavírus. O presidente da Câmara, Paulo Edson Pinhata (PTB), entrou por telefone durante a entrevista e afirmou que apoiava a redução dos subsídios já a partir da próxima folha de pagamento dos atuais vereadores, e não só para o ano que vem.

O Atual apurou que, na reunião ocorrida antes da sessão desta terça-feira, 26, vereadores tanto da situação como da oposição tentaram chegar a um consenso para tirar de discussão, pelo menos por enquanto, qualquer proposta de redução de subsídio e diminuição de cadeiras. Marco Valantieri, entretanto, não quis recuar em apresentar seu requerimento. Colegas do parlamentar ouvidos pela reportagem disseram que Marco enxerga na proposta uma forma de amenizar os estragos à sua imagem causados pelo famigerado projeto de anistia aos vereadores faltosos, que é de sua autoria.

O fato é que, com a negativa de Marco em retirar o requerimento, os vereadores governistas ficaram insatisfeitos, pois já havia conversas do grupo para apresentarem de forma coletiva uma proposta de redução de cadeiras. Cristiano Miranda (PSB), por exemplo, já tinha solicitado um levantamento ao contador da Câmara sobre a economia de recursos caso houvesse 11 ou 9 vagas no Legislativo, ao invés de 13. Do lado da oposição, que ocupa a mesa diretora da Câmara, com Cristiano Neves (REPUBLICANOS) e Murilo Sala (PODEMOS), além de Pinhata, a resposta a Marco deve vir na forma de um projeto que inclua os agentes políticos do Executivo - Prefeito, Vice-Prefeito e Secretários - entre os que poderão sofrer cortes em seus salários.

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