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Advogado envia contrato de submissão sexual por engano

Publicada dia 10/01/2020 às 12:56:55

Reprodução

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Cuiabá - Um advogado inspirado pelo cinema protocolou erroneamente em um processo de indenização por danos morais um contrato de submissão sexual entre ele e sua cliente. O caso ocorreu em Cuiabá no mês passado e viralizou nos últimos dias nas redes sociais.

O profissional havia protocolado no 4º Juizado Especial Cível de Cuiabá um ação de indenização contra uma seguradora que se recusou a reembolsar a sua cliente após o roubo do seu aparelho celular, já que a mulher tinha contratado o seguro da empresa em questão.

Porém, o advogado confundiu-se na hora de anexar o contrato do referido seguro e acabou anexando um contrato entre "o Dominador e a Submissa", nos moldes do enredo do best-seller "50 Tons de Cinza".

"O propósito fundamental do presente contrato é permitir à submissa explorar de maneira segura sua sensualidade e seus limites, respeitando e considerando devidamente suas necessidades, seus limites e seu bem-estar", diz trecho do contrato anexado por engano.

O texto foi assinado em outubro de 2019 com vigência de três meses, podendo ser reeditado, com ajustamento dos termos, desde que a "submissa" e "dominador" estivessem de acordo. De acordo com o documento, o advogado se responsabilizou pelo treinamento, orientação e disciplina adequada de sua cliente.

Ainda de acordo com o documento, o cliente submissa estaria disponível para o advogado dominador a partir das noites das sextas-feiras até a tarde dos domingos, em hora e local estabelecidos por ele.

"O Dominador assegurará que todos os custos de viagens incorridos pela Submissa para este propósito sejam cobertos pelo Dominador", dizia o contrato. Ainda de acordo com o contrato, o advogado exigia ser chamado de "Sr. Grey", nome do protagonista do romance "50 Tons de Cinza".

Diante do erro, o juiz responsável pela ação, Tiago Souza Nogueira de Abreu, comunicou o advogado do anexo errado no processo e deu prazo de 15 dias para que o mesmo retirasse dos autos.

"Determino ainda que o patrono proceda com a retirada do documento que consta no ID. 27286945, eis que estranho aos autos", diz trecho da decisão.

A reportagem não conseguiu localizar o advogado.

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