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Famílias circenses vendem pipoca e maçã do amor para sobreviver em Santa Cruz

Publicada dia 28/07/2020 às 11:27:28

Isadora Iaroseski

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Diego Singolani


Sem a presença do respeitável público, a realidade dos circos no Brasil, que já era de abandono antes mesmo da pandemia, se agravou em um cenário de picadeiros desmontados e artistas jogados à sorte. Em Santa Cruz do Rio Pardo, duas famílias do circo Los Tatsch, que ficou “ilhado” na cidade por causa da crise do coronavírus, estão há cinco meses vivendo de doações da comunidade. Na semana passada, começaram a vender maçãs do amor, pipoca e algodão doce sob encomenda, ainda sem perspectiva de quando terão condições de levantar acampamento e voltar a apresentar sua arte milenar.

O circo Los Tatsch estava em temporada em Santa Cruz quando foi surpreendido pela quarentena. Instalados no recinto José Rosso (Expopardo) desde então, atualmente duas famílias - geralmente são cinco - seguem vivendo no local. Leonilda Tatsch e Neuvir Camargo, naturais de São José dos Pinhais (PR), trabalham no universo circense há 20 anos e integram a trupe do Los Tasch desde sua criação, há seis anos. O casal conta que, apesar das dificuldades, recebeu bastante ajuda de Santa Cruz. A família tem se mantido com doações de moradores e apoio da prefeitura. “Nosso sentimento é de gratidão a Deus e ao povo de Santa Cruz. Nosso maior desejo é seguir viagem, levar alegria aos corações, voltar a apresentar nossos espetáculos. Esperamos a cura para a Covid-19, a vacina!”, diz Leonilda. “Agradecemos ao prefeito, à polícia, que sempre está fazendo a ronda por aqui, e a população em geral de Santa Cruz, pois nos abraçaram com muito carinho”, afirmou.

Ainda não há previsão de quando o Los Tasch poderá voltar à ativa. Enquanto permanecem na cidade, as famílias decidiram buscar alternativas para conseguir alguma renda. Desde a semana passada, eles estão vendendo maçãs do amor, pipoca e algodão doce sob encomenda, para retirar no circo. O WhatsApp para contato é o (43) 99813-0720. “Também aceitamos trabalhos para fazer faxina e limpeza de terrenos”, disse Leonilda.

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