Psicóloga santacruzense leva trabalho em Psicologia à Bienal do Livro
A psicóloga e neuropsicóloga Mariana Guedes levou parte de sua trajetória profissional para a Bienal Internacional do Livro ao participar como autora da obra “TDAH, TOD, TEA e outros Transtornos do Neurodesenvolvimento”. A publicação reúne diferentes profissionais e aborda temas ligados ao desenvolvimento humano, área à qual Mariana dedica sua formação e atuação. Formada em Psicologia e Neuropsicologia pelo Instituto Israelita Albert Einstein, ela também é especialista em Neuropsicologia e Terapia Cognitivo-Comportamental, psicopedagoga formada pela UNIMAR e pós-graduada em Análise do Comportamento Aplicada.
Segundo Mariana, o interesse pela Psicologia começou ainda na infância, a partir da curiosidade pela ciência e pelo comportamento humano. “Eu sempre quis ajudar o outro, sempre quis estudar, e a ciência sempre me chamou muita atenção desde pequena”, relata. Ao longo da carreira, esse interesse se transformou em uma rotina de estudo permanente, que também esteve presente na produção do livro.
A obra levou aproximadamente um ano para chegar ao formato final e foi construída a partir de reuniões, trocas entre profissionais e diferentes experiências de atuação. Para Mariana, a publicação também representa uma extensão do trabalho desenvolvido no consultório e nos estudos sobre neurodesenvolvimento. “Para mim, a ciência precisa estar conectada com a prática”, afirma.
A participação na Bienal marcou a apresentação desse trabalho a um público formado por leitores, famílias, profissionais da educação e pessoas interessadas ou diretamente relacionadas às questões do neurodesenvolvimento. Durante a sessão de autógrafos, algumas pessoas permaneceram mais de uma hora na fila para conversar com a autora e receber um exemplar assinado. “Foi um momento que eu descreveria com uma palavra: gratidão”, conta Mariana.
Para ela, a experiência também evidenciou o alcance que o conhecimento produzido na prática profissional pode ter fora do ambiente clínico. “Foi emocionante perceber que aquilo que eu estudo e aquilo que eu vivencio diariamente na minha prática profissional também estava chegando a outras pessoas”, afirma.
Além da sessão de autógrafos, Mariana destaca o contato direto com leitores e famílias. “Eu quis que cada pessoa que estivesse ali naquela sessão de autógrafos se sentisse especial. Que se sentisse acolhida, vista e, principalmente, escutada.”
Segundo a psicóloga, o livro foi pensado com linguagem acessível para ampliar o acesso a informações sobre transtornos do neurodesenvolvimento. “Porque o diagnóstico não é o fim. Existe um ‘depois’. Existe um caminho que pode ser construído a partir daquele momento”, afirma.
