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APAE busca continuidade em projeto de estimulação precoce

Publicada dia 24/01/2019 às 18:13:41

Thaís Balielo

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A APAE de Santa Cruz do Rio Pardo possui, desde 2016, um projeto com verba federal através do PRONAS (Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência) que ajuda no atendimento da intervenção precoce para crianças de 0 até 3 anos e 11 meses. A verba federal possibilitou a ampliação da carga horária dos profissionais da entidade e a contratação de uma pedagoga. Com isso, o atendimento que antes era para 24 crianças aumentou para 36. No entanto o programa se encerra em julho deste ano e a direção busca verba para manter o atendimento.

A fisioterapeuta e coordenadora de saúde Daniele de Fátima Moreno Perez explicou que as crianças com algum atraso são encaminhadas pelos médicos da rede pública e privada. Na entidade, estas crianças passam por uma avaliação com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e pedagogo. Essa criança é avaliada em cada área e é visto em qual ela precisa de mais atendimento para priorizar. A família também é atendida pela assistente social que indica benefícios nos casos que necessitam.

“São crianças que tiveram algum problema na hora do parto, ou mãe que fez uso de drogas, ou questões genéticas mesmo e possuem déficit no desenvolvimento neuropsicomotor. Quanto mais precoce vier a criança para nós é melhor. As vezes é apenas um atraso e conseguimos reverter com o tratamento e a criança recebe alta”, relata.

O atendimento após a verba do PRONAS passou a ser toda a semana. As crianças vão até a entidade entre duas a três vezes por semana e ficam por uma hora recebendo o tratamento, dependendo da gravidade do problema. O médico da instituição também faz avaliações nas crianças.

Segundo Daniele, este projeto só foi conquistado pela APAE de Santa Cruz. “O governo lançou em 2016 e muitas APAEs não tiveram interesse por conta da burocracia. Ele acaba em julho deste ano e não será prorrogado. Agora a diretoria da entidade está buscando apoio da Secretaria de Saúde para que a prefeitura custeie a manutenção destes profissionais”, conta.

Daniele garante que o atendimento da estimulação precoce não irá acabar com o fim da verba, mas pode passar a atender menos crianças se for preciso reduzir a carga horária dos profissionais. Ela espera que a diretoria consiga o apoio necessário para que o atendimento seja mantido da mesma forma.

“A verba é muito importante, pois está vindo muitas crianças com problema. As famílias são muito vulneráveis. Não tratamos apenas a criança, é a família toda.

Temos grupos de apoio. As mães tem artesanato enquanto as crianças tem atendimento, elas tem trocam experiências entre si. Tudo isso reverte na criança”, afirma.