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Aumenta o risco de afogamentos com chegada do verão

Publicada dia 31/12/2020 às 15:53:39

Renan Alves

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Thaís Balielo


Com o calor desta época do ano, as piscinas, rios, represas e cachoeiras podem ser um refúgio para amenizar as altas temperaturas. Porém, sem os cuidados devidos podem ocorrer afogamentos. Na região atendida pelo Corpo de Bombeiros de Santa Cruz do Rio Pardo não ocorreram afogamentos este ano, mas em outras regiões já ocorreram tragédias.

No final de novembro quatro pessoas morreram afogadas no rio Paranapanema. Uma criança de cinco anos se afogou, o irmão de 12 tentou ajudar e se afogou e um tio das crianças acabou se afogando ao tentar ajudar. Ainda uma quarta pessoa se afogou ao tentar ajudar.

Segundo dados do Corpo de Bombeiros de Bauru, o perfil principal das vítimas desse tipo de ocorrência - muitas vezes fatal - é formado por jovens do sexo masculino. Os homens se afogam em torno de sete vezes mais que as mulheres. Os adolescentes têm maior risco de morte. E, de uma maneira geral, grande parte das vítimas de afogamento tem menos de 30 anos.

A ousadia da juventude somada, muitas vezes, à ingestão de bebidas alcoólicas está entre os fatores para justificar este perfil. Locais com aglomeração de público também são os principais pontos que registram esses eventos.

Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros reforça os cuidados necessários para evitar mortes por afogamento, destacando as diferenças entre ocorrências em rios e represas e as que são registradas em piscinas em casa.

Os afogamentos em piscinas vitimam mais as crianças de 1 a 9 anos e a principal recomendação é manter a atenção o tempo todo sobre os pequenos, além de colocar barreiras nas piscinas. Já em rios e represas, os riscos se dão pela água escura, que têm má visibilidade do fundo, e pela própria correnteza.

É importante que as pessoas respeitem as sinalizações, não entrem em rios de corredeira, sempre utilizem utensílios de segurança em embarcações e não tentem pegar seus pertences, caso a embarcação vire. Para o caso de ver alguém se afogando, a recomendação da corporação é para que a pessoa não tente salvar a vítima por conta própria. O aconselhável é acionar o 193 e ofereça um isopor ou algum material no qual a pessoa possa segurar.

Em Santa Cruz do Rio Pardo existem muitos açudes em área rurais onde já ocorreram afogamentos em outros anos, além do rio Pardo muito utilizado para se refrescar e para a tradicional descida de boia. A descida entre amigos e com a ingestão de bebida alcóolica durante o trajeto também é um risco que deve ser evitado.

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