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Idosos reclamam de reajuste menor na aposentadoria

Publicada dia 07/02/2019 às 12:16:28

Thaís Balielo

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Os aposentados e pensionistas do INSS que ganham mais que um salário mínimo (R$ 998, em 2019) terão reajuste de 3,43% neste ano, acima do registrado no ano passado (+2,07%), porém abaixo do reajuste de quem recebe o mínimo, que foi de 4,6%. O teto do INSS, valor máximo pago pelo instituto, deve ficar em R$ 5.839,45. O segurado que recebia R$ 2.000 de aposentadoria em 2018, por exemplo, passará a ganhar R$ 2.068,60, sem considerar o desconto do Imposto de Renda.

O índice usado para reajustar os benefícios acima do piso nacional é o INPC acumulado em 2018, divulgado no dia 11 de janeiro pelo IBGE. Os segurados que recebem um salário mínimo terão um reajuste maior. O valor mínimo pago nas aposentadorias e pensões segue o piso nacional, que passou de R$ 954 para R$ 998, o que equivale a um aumento de 4,6%.

Segundo informações da Secretaria da Previdência, os novos valores serão creditados para os segurados do INSS na folha de janeiro, que estão sendo pagas entre 25 de janeiro e 7 de fevereiro. As datas de pagamento variam conforme o valor a ser recebido e o número final do benefício, sem considerar o dígito.

Aposentado há 25 anos, Sebastião Alves Pinheiro, 78, aposentou como motorista de caminhão, pois pagava como autônomo. Ele lamenta que após aposentar já trabalhou mais 25 anos contribuindo com o INSS, mas quando foi sua vez de ter uma readequação em sua aposentadoria, mudaram a regra. “Recebo um salário, ia receber mais um, mas voltou tudo para trás. É difícil viver com esse valor, tenho que continuar trabalhando. Tudo sobe, mas o salário não acompanha”, reclama.

José Roberto Frasson, 68, também se aposentou como motorista de caminhão há 15 anos. Ele reclama que pagava como autônomo para receber nove salários, mas recebe por dois salários. “A cada ano o salário diminui. O aumento é menor e o salário mínimo vai alcançando”, argumenta.

O açougueiro José Lourival Giacon, 64, está aguardando sua aposentadoria sair este ano. “Pagava seis salários, hoje estou pagando menos, mas vou receber cerca de dois salários. Se não tiver outra renda tem que continuar trabalhando, não tem jeito”, lamenta.

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